
A exposição Amazônia de Sebastião Salgado é fruto de um trabalho de 7 anos nos quais o fotógrafo brasileiro fez várias viagens pela Amazônia, retratando o dia a dia da maior floresta tropical do planeta e o cotidiano de comunidades indígenas, como os Yanomami.
Ino Tamashavo, Yanomami
Quem é Sebastião Salgado
Nascido em Minas Gerais e casado, desde 1967, com a cinematográfica e ambientalista brasileira Lélia Wanick, Sebastião Salgado é um renomado fotógrafo. Sua marca registrada são as fotografias em preto e branco.
Mudou-se para França devido à sua oposição em relação à situação política do Brasil, vivendo mais no exterior que no Brasil. Isso, no entanto, não foi empecilho para que Salgado se esquecesse de suas raízes. Seu trabalho como fotógrafo mostra isso, perfeitamente.
Sebastião Salgado, renomado fotógrafo brasileiro.
Sebastião é graduado em economia pela Universidade Federal do Espírito Santo, fez mestrado na Universidade de São Paulo e doutorado na Universidade de Paris. Toda a sua formação é na área da economia.
Após sua primeira sessão de fotos, se apaixonou pela profissão e tornou-se fotojornalista independente. Ele e Lélia têm dois filhos e fixaram residência em Paris, sendo a França sua segunda pátria.
Salgado recebeu os principais prêmios de fotografia e em dezembro de 2017, tomou posse da cadeira
n.º 1, das quatro cadeiras de fotógrafos da Academia de Belas Artes da França, sendo o primeiro brasileiro a integrar o rol de imortais da instituição.
Ao longo dos anos ele contribuiu com organizações humanitárias como a UNICEF, OMS e Médicos sem fronteiras.
O Instituto Terra
Juntamente com a esposa, fundou o Instituto Terra, uma organização civil sem fins lucrativos fundada em 1998 e que tem como objetivo reflorestar parte da Mata Atlântica. Essa ideia começou com o reflorestamento da propriedade particular do casal em Aimorés. A propriedade está localizada dentro da Mata Atlântica e, fotografias de antes do início dos trabalhos de reflorestamento e de depois do início das atividades, mostram que é possível devolver vida a ambientes degradados pelo homem.
Propriedade de Sebastião Salgado em Aimorés. O antes e o depois após intervenção do casal.
No site do Instituto podemos ler:
“O Instituto Terra é fruto da iniciativa do casal Lélia Deluiz Wanick Salgado e Sebastião Salgado, que diante do cenário de degradação ambiental em que se encontrava a antiga fazenda de gado adquirida da família de Sebastião Salgado – a exemplo das muitas outras unidades rurais localizadas na cidade mineira de Aimorés –, tomou uma decisão: devolver à natureza o que décadas de degradação ambiental destruiu.
O primeiro passo foi transformar a área em uma Reserva Particular do Patrimônio Natural – RPPN Fazenda Bulcão. O título foi obtido de maneira inédita em outubro de 1998, sendo o primeiro reconhecimento ambiental concedido no Brasil a uma propriedade completamente degradada, diante do compromisso de vir a ser reflorestada.
O primeiro plantio foi realizado em novembro de 1999 e contou com a participação de alunos de escolas do município de Aimorés, em Minas Gerais. Nascia assim a proposta maior do Instituto Terra: compartilhar com a comunidade de seu entorno todo o conhecimento adquirido na restauração ambiental dos 608,69 hectares da RPPN Fazenda Bulcão.
Para alcançar esse objetivo desenvolve projetos que vão desde a restauração florestal e proteção de nascentes até a pesquisa científica aplicada e educação ambiental. O apoio financeiro vem de diferentes parceiros, tanto da esfera governamental como da iniciativa privada, bem como de Fundações e doadores individuais de vários países e de outras instituições do Terceiro Setor.
Por conta da atuação do Instituto Terra, milhares de hectares de áreas degradadas de Mata Atlântica no médio Rio Doce e perto de 2 mil nascentes estão em processo de recuperação. A antiga fazenda de gado, antes completamente degradada, hoje abriga uma floresta com diversidade de espécies da flora de Mata Atlântica”.
Exposição Amazônia de Sebastião Salgado
Tive contato com a exposição de Sebastião Salgado no Sesc Pompeia. A exposição era gratuita e, depois de muitos dias frequentando o Sesc, pensei em passar na exposição. Só não sabia que me interessaria tanto pelo assunto e que esse passeio ficaria marcado.

Vi que era sobre a Amazônia, mas não sabia que seria tão impactada pelas fotografias. Foi a primeira vez que estive em uma exposição fotográfica e, sinceramente, se eu soubesse que era tão espetacular e bem montada, teria ido mais vezes. Eu estava morando a cinco minutos do Sesc Pompeia. Voluntariar não é somente conhecer lugares e pessoas é você morar bem e aproveitar o que seu bairro atual tem para te oferecer.
Foi isso que fiz: aproveitei. Somente fiquei chateada por não ter podido comprar o livro Amazônia. É muito pesado e como estou viajando, não dava para carregá-lo. Também estava em um momento financeiro incerto e precisava economizar tudo o que eu pudesse. Mas o livro ficou marcado e, até hoje, depois de dois meses, continuo arrependida de não tê-lo adquirido.
Chuvas Torrenciais na Amazônia
Foto na Exposição Amazônia de Sebastião Salgado
Com curadoria de Lélia Wanick Salgado, as fotos da exposição eram todas em preto e branco, retratando as viagens de Salgado pela Amazônia, fenômenos da natureza que eu nem sabia que existiam, comunidades indígenas e toda a beleza desse importante bioma brasileiro.
Foto na Exposição Amazônia de Sebastião Salgado
Foto na Exposição Amazônia de Sebastião Salgado
Foto na Exposição Amazônia de Sebastião Salgado
A mostra contém vídeos de lideranças indígenas que falam sobre a importância da floresta e quais os problemas atuais que as comunidades têm enfrentado por decisões do governo brasileiro.
Há um espaço com projeção de fotografias musicada pelo poema sinfônico “Erosão – Origem do Rio Amazonas”, do compositor brasileiro Heitor Villa-Lobos e também um espaço falando sobre o Instituto Terra com a exibição do clipe musical Refloresta de Gilberto Gil, Gilsons e Bem Gil.
Também há um ambiente no qual Sebastião Salgado explica, em vídeo, algumas das fotografias e Lélia fala sobre o processo de escolha do material e do planejamento do espaço que o abrigaria, ou seja, ela contou um pouco sobre seu processo criativo, o que me aproximou ainda mais deles dois.
Índio em prece durante uma expedição com Sebastião Salgado.
Foto na Exposição Amazônia de Sebastião Salgado
Lélia diz que “ao projetar Amazônia, quis criar um ambiente em que o visitante se sentisse dentro da floresta, se integrasse com sua exuberante vegetação e com o cotidiano das populações locais”. Ela também fala de como foi a organização das inúmeras fotos, do arquivo pessoal de Salgado, para que a experiência do visitante fosse melhor e fizesse todo sentido à medida que ele avançasse pela mostra.
Edneuza Yanomami
Sína, da aldeia Maronal, professor
Foi nessa exposição que descobri a importância do Instituto Terra. Já havia ouvido falar, mas nunca me aprofundei. Eles reflorestaram toda sua propriedade particular, mostrando que é possível recuperar áreas totalmente degradadas pela ação humana.
Juntos, podemos ajudar a natureza a reviver. Ainda há esperança, graças a pessoas que colocam a mão na massa e mudam seus hábitos, diariamente, pelo bem geral.
O trabalho de Sebastião é conhecido internacionalmente. Amazônia é seu trabalho mais recente e já passou por Londres, Roma, Paris e São Paulo. Atualmente está no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro até janeiro de 2023.
Para doar ao Instituto Terra clique aqui.
E se você quer visitar outras exposições em São Paulo, conheça o Farol Santander.
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Ino Tamashavo, Yanomami
Sebastião Salgado, renomado fotógrafo brasileiro.
Propriedade de Sebastião Salgado em Aimorés. O antes e o depois após intervenção do casal.
Chuvas Torrenciais na Amazônia
Foto na Exposição Amazônia de Sebastião Salgado
Foto na Exposição Amazônia de Sebastião Salgado
Foto na Exposição Amazônia de Sebastião Salgado
Foto na Exposição Amazônia de Sebastião Salgado
Índio em prece durante uma expedição com Sebastião Salgado.
Foto na Exposição Amazônia de Sebastião Salgado
Edneuza Yanomami
Sína, da aldeia Maronal, professor


