
Descubra as relíquias históricas e a rica narrativa do Museu do Ipiranga em São Paulo, mergulhando em uma jornada fascinante pela trajetória da cidade e do Brasil.
O popularmente conhecido Museu do Ipiranga é, na verdade, o Museu Paulista da Universidade de São Paulo. Trata-se do museu público mais antigo da cidade de São Paulo, construído para ser um monumento-edifício para homenagear, apenas, a Independência do Brasil e demarcar o território no qual aconteceu a proclamação.
Com a República e outras influências, o projeto foi alterado e hoje, além de demarcar o local da proclamação da Independência do Brasil, o Museu mostra muito da história do Estado de São Paulo.

Integra o complexo arquitetônico do Parque da Independência. Em 1894, o recém-criado Museu Paulista foi transferido para o monumento-edifício, resultando na fusão das narrativas da Independência e de São Paulo. Por essa razão, o nome original permanece Museu Paulista, porém, devido à sua conexão original com a Proclamação no riacho do Ipiranga, ele é reconhecido, até os dias atuais, como Museu do Ipiranga.
Inaugurado em 7 de setembro de 1895, recebeu, naquela época, o nome de Museu de História Natural. Desde 1963, está vinculado à Universidade de São Paulo e atende a pesquisas científicas, culturais, educativas, ensino e extensão no campo da História.

O Museu tem um grande acervo que foi ampliado com o passar dos anos, com as doações recebidas e as aquisições. Todo o acervo do Museu tem relevância histórica e, muito do que tem ali, está voltado para a Independência do Brasil, como uma das obras mais importantes que retratam este acontecimento, o quadro de Pedro Américo, Independência ou Morte!
Depois que um estudo apontou que a estrutura do Museu estava comprometida, ele foi fechado em 2013 e passou por reformas. Foi reaberto em 06 de setembro de 2022 como parte das comemorações do bicentenário da Independência do Brasil.
O fato histórico: Independência ou Morte!
Justamente por se caracterizar como local de passagem e de ligação entre Santos e São Paulo, o Ipiranga foi palco de um dos momentos históricos mais importantes do país: a Proclamação da Independência.
O Imperador Dom Pedro I, voltava de Santos, quando foi surpreendido por um mensageiro da Corte portando cartas de José Bonifácio, da Imperatriz Leopoldina e de Dom João VI.

Revoltado com o conteúdo das cartas, Dom Pedro I, em um gesto considerado intempestivo, desembainha sua espada e proclama a independência do Brasil. Isso ocorreu a 7 de setembro de 1822 e acabou por inserir o bairro do Ipiranga, para sempre, nos livros de história do país.
O Monumento à independência
Para comemorar o Centenário da Independência, realizou-se um concurso, cujo projeto vencedor foi o do escultor italiano Ettore Ximenes. Foi construído, então, o Monumento ao Centenário da Independência.
O monumento retrata figuras em relevo relacionadas à história da independência. A inauguração ocorreu em 7 de setembro de 1922 e a sua conclusão deu-se em 1926, pouco antes da morte de seu criador.
História do Museu do Ipiranga
O príncipe Pedro I proclamou a Independência do Brasil, em 1822, no Riacho do Ipiranga, mas na época, a Corte portuguesa do Rio de Janeiro não deu importância ao fato.
Em setembro de 1823, membros do governo da província de São Paulo, iniciaram na Assembleia Constituinte, as discussões sobre a possível construção de um monumento em memória do Grito de Independência.
Em 1826, o Parlamento aprovou a introdução do 7 de setembro na categoria de festividade nacional e, a partir daí, o debate acerca de uma construção imponente foi ganhando espaço, mas demoraram para tirar o projeto do “mundo das ideias”, porque alegavam falta de dinheiro para a construção.
A “Questão do Ipiranga”, como a imprensa paulista passou a chamar essa ideia, foi tomando forma e, com diversas influências inclusive da República, este projeto ganhou novos significados e a ideia mudou para a questão do progresso nacional, atrelado ao progresso de São Paulo.

Em 1880, havia sido aprovado o projeto do italiano Thomaz Gaudêncio Bezzi que propunha a construção de um edifício com 123 metros de frente por 16 metros de fundo, coroado por duas alas. Sua viabilização começou a concretizar-se quando o governo lançou a “Loteria para o Monumento do Ipiranga”. Em dezembro de 1890, embora inacabada, deu-se por encerrada a construção da obra.
Tommaso Gaudenzio Bezzi, arquiteto e engenheiro italiano, foi contratado em 1884 para realizar o projeto inicial de um edifício-monumento no local onde aconteceu a proclamação da Independência do Brasil. O objetivo era abrigar apenas o quadro de Pedro Américo, Independência ou Morte!.
A construção foi iniciada em 1885, no estilo arquitetônico baseado em um palácio renascentista. Empregaram técnica de alvenaria o que foi uma novidade na época, porque as construções antigas eram feitas com taipa de pilão.
As obras terminaram em 15 de novembro de 1890, no primeiro aniversário da Proclamação da República.

Entre as inúmeras discussões sobre a destinação do prédio, uma delas defendia a ideia de utilizá-lo para a instalação de cursos técnicos. Em 7 de setembro de 1895, o belo edifício de linhas renascentistas, foi oficialmente aberto ao público e definiu-se que o “Monumento à Independência”, abrigaria um museu.
Em 1922, época do Centenário da Independência, o caráter histórico da instituição foi reforçado, quando novos acervos foram criados, com destaque para a História de São Paulo. A decoração interna do edifício foi criada, com pinturas e esculturas apresentando a História do Brasil no Saguão, Escadaria e Salão Nobre. Também foi inaugurado o Museu Republicano “Convenção de Itu“, extensão do Museu Paulista, na cidade de Itu.
O acervo do Museu do Ipiranga
O acervo do Museu Paulista teve origem em uma coleção particular reunida pelo coronel Joaquim Sertório, adquirida pelo Conselheiro Francisco de Paula Mayrink em 1890 e doada, juntamente com objetos da coleção Pessanha, ao Governo do Estado.
Em 1891, o presidente do Estado, Américo Brasiliense de Almeida Melo, deu a Albert Löfgren a incumbência de organizar esse acervo, designando-o diretor do recém-criado Museu do Estado. As coleções, ao longo dos mais de cem anos do museu, sofreram uma série de modificações com o desmembramento de parte de seus acervos e incorporações.
Como órgão da Universidade de São Paulo desde 1963, o museu exerce pesquisa, ensino e extensão, tendo em seu acervo mais de 125 mil artigos, entre objetos (esculturas, quadros, joias, moedas, medalhas, móveis, documentos e utensílios de bandeirantes e índios), iconografia e documentação arquivística, do século XVI até meados do século XX, que servem para a compreensão da sociedade brasileira, com especial concentração na história de São Paulo.
Os acervos têm sido mobilizados para as três linhas de pesquisa as quais o museu se dedica: Cotidiano e Sociedade, Universo do Trabalho e História do Imaginário.
A Biblioteca do Museu Paulista faz parte do edifício-monumento desde sua inauguração. Seu acervo conta com 39.831 livros e 39.019 fascículos de periódicos, incluindo obras preciosas sobre a História do Brasil e a História de São Paulo. Nos últimos 20 anos, tornou-se uma Biblioteca especializada nas áreas de História Cultural Material, Estudos de Objetos e Iconografia e Museologia.

O acervo do museu se encontra tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN.
O acervo está dividido em:
- Coleções de documentos iconográficos;
- Coleções de documentos textuais;
- Coleções de documentos tridimensionais.
Para mais informação, visite o site oficial.
Para acessar o Acervo Digital, clique aqui.
Intenções da decoração
Informações retiradas do Museu.
Hall do Museu
Elementos Arquitetônicos
O Museu é decorado com diversos elementos arquitetônicos de origem europeia. As 24 colunas do hall são inspiradas na arquitetura das antigas cidades gregas e do Império Romano. Elas são chamadas colunas jônicas, pelo tipo de decoração com espirais presente em sua parte mais alta, chamada de capitel. A voluta é outro elemento decorativo frequente na escadaria. Ela é formada por curvas e espirais, e decorada com folhas de uma planta chamada acanto.

Pinturas
No hall há quatro pinturas: uma pintura representando o nobre português Martim Afonso de Souza que fundou São Vicente em 1532, a primeira vila criada pelos portugueses na América, uma pintura do cacique Tibiriçá, chefe indígena que viveu há cerca de 450 anos na região onde hoje está localizada a cidade de São Paulo, uma pintura representando o rei português Dom João III e outra representando o colonizador João Ramalho, também português.

Dom João III foi representado ao lado de um mapa do Brasil com as capitanias hereditárias, criadas por ele em 1534.
Estas pinturas foram encomendadas pelo Museu na década de 1930 e estão ligadas ao início da colonização do Brasil pelos portugueses.
A pintura maior representa João Ramalho, o primeiro povoador português da região onde hoje se encontra a cidade de São Paulo. Ele foi representado ao lado de um filho que teve com a índia Bartira, filha do cacique Tibiriçá. A figura dessa criança foi incluída na pintura para simbolizar o que o Museu entendia ser a origem do povo paulista, iniciada pela mestiçagem entre indígenas e europeus.
Tibiriçá foi responsável pela aliança política entre sua aldeia e os portugueses, favorecendo o início da colonização.
Saguão, escadaria e salão nobre
Esse conjunto de espaços abriga a exposição “Uma história do Brasil”.
A decoração da escadaria do Museu foi iniciada em 1922 com a instalação das primeiras obras de arte encomendadas pelo diretor Afonso Taunay.

As esculturas e pinturas sobre os bandeirantes, representam um certo ponto de vista sobre a formação territorial e econômica do Brasil. Esse ponto de vista, afirma a liderança dos paulistas e das populações brancas na história nacional. Essa afirmação era defendida pelas elites que governavam São Paulo.
As pinturas e esculturas que decoram a escadaria dão continuidade à narrativa, iniciada no Saguão, sobre a ação dos paulistas. As obras de arte da escadaria representam personagem e processos históricos desde o século 17 até a Independência.
Pinturas
As quatro pinturas (Posse da Amazônia, Ciclo da caça ao índio, Ciclo dos criadores de gado, Ciclo do ouro), representam os ciclos econômicos.
Os negros são representados sempre de maneira secundária e submissa.
A posse da Amazônia é representada como se ali não houvesse populações indígenas.
Os artistas enviavam as primeiras versões ao diretor do Museu, Afonso Taunay, este examinava as versões e os artistas finalizavam as obras conforme as exigências de Taunay, ou seja, havia interferências de Taunay nas obras. As obras foram feitas conforme a visão do diretor do Museu.
A pintura Ciclo da caça ao índio revela uma visão racista comum nos anos 1920, sendo um bom exemplo das interferências de Taunay. O pintor Henrique Bernardelli fez vários estudos, até que Taunay aprovasse a versão que desejava para a pose do bandeirante.
Esculturas
Seis esculturas representam bandeirantes paulistas e em todas elas, os bandeirantes são representados como brancos e com poses corporais imponentes. Essas esculturas foram colocadas ali para lembrar que seis estados brasileiros foram terras conquistadas por bandeirantes paulistas. Os anos inscritos nos pedestais indicam o momento em que esses territórios deixaram de pertencer a São Paulo. Em 1720, o que hoje pertence às regiões do centro-oeste, sudeste e sul, pertenciam a capitania de São Paulo.
Manuel de Borba Gato conquistou o território que hoje pertence a Minas Gerais, Francisco Dias Velho conquistou o território de Santa Catarina, Bartolomeu Bueno da Silva, conquistou o território que, atualmente, pertence a Goiás e Tocantins, Paschoal Moreira Cabral, conquistou o território que hoje pertence a Rondônia, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, Francisco de Brito Peixoto, conquistou o território que hoje é o Rio Grande do Sul e Manuel Preto, o território do Paraná.
Brasões
As pinturas com os brasões foram encomendadas para representar as nove cidades mais antigas do estado de São Paulo: Brasão de São Paulo, Brasão de Santos, Brasão de São Vicente, Brasão de Taubaté, Brasão de Porto Feliz, Brasão de Parnaíba, Brasão de Sorocaba, Brasão de Itu e Brasão de Itanhaém.
As datas de fundação das cidades e os nomes dos fundadores estão próximos das pinturas.
A cidade de São Paulo, por exemplo, foi fundada em 25 de janeiro de 1554 pelos jesuítas Manuel de Paiva e José de Anchieta.
Os brasões apresentam símbolos relacionados à história de cada uma dessas cidades, criadas como vilas.
São Vicente, fundada em 22 de janeiro de 1532 é a cidade mais antiga do Brasil. Ela faz parte do estado de São Paulo e seu brasão contém a expressão em latim “Cellula mater” que significa célula mãe. A intenção é lembrar que a vila de São Vicente era a “mãe” de todas as outras vilas e cidades do Brasil.
Sancas
Os anos de 1720, 1789, 1817 e 1822 estão ali representados para lembrarem dos anos que aconteceram três tentativas de emancipação política, anteriores à Independência, durante o período colonial.
- O ano de 1720 foi marcado pela Revolta de Vila Rica;
- O ano de 1789 foi marcado pela Inconfidência Mineira;
- O ano de 1817 foi marcado pela Revolução Pernambucana
- O ano de 1822 foi marcado pela Independência do Brasil.
Há 24 pinturas, sobre a escadaria do Museu que representam alguns personagens envolvidos nos processos de Independência do Brasil, como a Soror Joanna Angélica que simboliza as lutas ocorridas na Bahia.

Águas para representar a Terra Brasileira
A escadaria de mármore do Museu é decorada com 16 vasos feitos em vidro e bronze. Eles contêm águas retiradas de rios do Brasil. Essas águas foram colocadas ali para representar o conjunto do território brasileiro.

Salão Nobre
Duas pinturas de autoria do ituano José Ferraz de Almeida Júnior, um dos pintores brasileiros mais famosos, ficavam nos vãos que existem nas laterais do Salão. São, “Caipira picando fumo” e “Amolação interrompida”.

Os personagens dessas pinturas representam o caipira, considerado como habitante tradicional do interior de São Paulo. Ao serem colocadas no Salão Nobre, essas pinturas reforçavam a importância do caipira, também representado no quadro mais importante do Museu “Independência ou morte” de Pedro Américo.
As pinturas de Almeida Júnior foram transferidas, em 1905 para a coleção que daria início à Pinacoteca do Estado de São Paulo.
O Salão Nobre é considerado o mais importante do Museu, pois está localizado no centro do edifício. O Salão Nobre foi projetado para abrigar a grande pintura “Independência ou morte!”. Ela foi feita para ocupar a parede na qual está.

O edifício, o Salão e a pintura foram concebidos para celebrar a Independência do Brasil e para glorificar o governo imperial que viabilizou essas obras.
O grande quadro: Independência ou Morte!
“Independência ou Morte!”, de autoria do artista paraibano Pedro Américo de Figueiredo e Mello, foi pintado na cidade italiana de Florença em 1886 e terminado em 1888.
Em 1895, o Museu foi aberto ao público já com a pintura posicionada no Salão Nobre. Ela representa o grito de Dom Pedro I no dia 7 de setembro de 1822, quando o príncipe anunciou o fim do vínculo político entre Brasil e Portugual, às margens do riacho do Ipiranga.
Nela, o príncipe está representado no centro visual da pintura, como um herói, empunhando sua espada. Os membros da sua comitiva acenam com chapéus e lenços e os guardas comemoram a declaração da Independência com as espadas empunhadas. Algumas figuras populares observam a cena.

Os pintores daquela época buscavam referências em outras obras de arte para criar suas representações do passado. Pedro Américo se inspirou, principalmente, na pintura “1807, Friedland”, do artista francês Ernest Meissonier, além de outras obras europeias. Sua intenção não era reproduzir o passado, fielmente, mas criar uma representação honrosa daquele acontecimento.
A obra mede 5 metros de altura e 8,43 metros de largura.

As pinturas de Oscar Pereira da Silva
As pinturas de Oscar Pereira da Silva têm como tema acontecimentos que antecederam o grito do Ipiranga. Uma delas representa um debate ocorrido no parlamento português (as chamadas Cortes), em 09 de maio de 1822, na cidade de Lisboa.
A cena apresenta a disputa entre deputados brasileiros, liderados pelo mineiro Antônio Carlos Ribeiro de Andrada, irmão do paulista José Bonifácio, debatendo com deputados portugueses que se opunham aos interesses do Brasil.

Na outra, o príncipe Dom Pedro I dá ordem de expulsão ao chefe das tropas portuguesas, o português Jorge de Avilez, em 8 de fevereiro de 1822. Estas pinturas foram encomendadas para comemoração do centenário da Independência e compõem a narrativa sobre os eventos que antecederam a Independência do Brasil, na qual os paulistas tiveram papel muito importante para o desfecho final.

Mulheres na Independência
Em 1917, o Museu começou a ser preparado para o Centenário da Independência, comemorado em 1922. A direção do Museu Paulista foi assumida por Afonso d’escragnolle Taunay. O Saguão, a escadaria e o Salão Nobre foram decorados para essa ocasião.
Taunay encomendou nove pinturas para este salão. Nos vãos em que estiverem as pinturas “Caipira picando fumo” e “Amolação interrompida”, foram colocados dois retratos pintados pelo italiano Domenico Failutti que representam mulheres que participaram do processo de Independência. Encomendados em 1920, um dos retratos representa Maria Quitéria de Jesus Medeiros que combate na guerra de expulsão dos portugueses da Bahia, em 1823.

Para realizar este retrato, o pintor se inspirou numa gravura do livro da inglesa Maria Graham, publicado em 1824. No projeto decorativo pensado para o Salão Nobre, a imagem dessa personagem militar representava a firmeza e a coragem das mulheres que participaram do processo de Independência.
O outro retrato representa a imperatriz dona Leopoldina, esposa de dom Pedro I, com suas filhas e seu filho Pedro de Alcântara, o futuro imperador dom Pedro II, em seus braços. Essa representação não destaca o papel político de dona Leopoldina na Independência, mas valoriza sua função como mãe que garantiu a continuidade da monarquia brasileira e o futuro do Império.

Apesar de a imperatriz ter sido uma mulher com força política e uma das articuladoras da Independência, foi retratada como mãe, cercada de filhos. Baiana, filha de fazendeiro, Maria Quitéria aparece em trajes militares, segurando um mosquete, como uma militar, não como um membro das forças populares contra o exército português na luta pela Independência na Bahia.
Taunay encomendou as pinturas com o apoio financeiro do governo do estado e de doações privadas. O diretor do Museu interferia nas pinturas e solicitava ajustes até que ficassem da maneira como queria. Sua interferência nas obras, provocava discussões entre ele e os artistas.
Políticos no Salão Nobre
Outras cinco pinturas encomendadas por Afonso Taunay, representam políticos que participaram da Independência do Brasil. Esses retratos, pintados por Oscar Pereira da Silva entre 1920 e 1921, foram colocados no alto das paredes do Salão Nobre. Esses personagens não foram representados entre os “Próceres da Independência”, que estão sobre a escadaria do Museu. Eles estão no Salão Nobre porque Afonso Taunay os considerava os mais importantes. São eles:
Dom Pedro I, proclamador da Independência, está logo acima da pintura “Independência ou morte!”
Dois retratos representam políticos paulistas: José Bonifácio, o articulador da Independência e Diogo Antônio Feijó, que participou de discussões nas Cortes de Lisboa.
Políticos do Rio de Janeiro: Joaquim Gonçalves Ledo e José Clemente Pereira representam a articulação do “Dia do Fico”, em 09 de janeiro de 1822, quando dom Pedro decidiu não retornar a Portugal.
Paulistas na Independência
Outras duas pinturas de Oscar Pereira da Silva complementam a narrativa sobre a Independência do Brasil. Elas ficaram prontas em 1922 e foram colocadas na parede em frente à pintura “Independência ou morte!”. Essas obras representam cenas políticas que antecederam o grito do Ipiranga.
Na pintura, “O Príncipe D. Pedro e Jorge Avilez a bordo do Fragata União” (1922), Oscar Pereira da Silva representou a expulsão do general português Jorge de Avilez, ocorrida em 8 de fevereiro de 1822 no Rio de Janeiro. A obra reforça o protagonismo de Dom Pedro I, mas também representa, ao seu lado, o paulista José Bonifácio.
A pintura “Sessão das Cortes de Lisboa” representa um debate no Parlamento português, em 09 de maio de 1822. O protagonista da cena é o deputado Antônio Carlos de Andrada e Silva, irmão de José Bonifácio, que defende os interesses brasileiros diante da vontade dos deputados portugueses, que pretendiam forçar o Brasil a voltar a ser governado por Portugal.
Essas duas pinturas ressaltam a participação de políticos paulistas nos episódios que antecederam a Independência. Ao exibi-las no Salão Nobre e em frente à “Independência ou morte!”, Afonso Taunay teve a intenção de exaltar, mais uma vez, a importância de São Paulo e dos paulistas na história do Brasil.
O salão nobre teve diferentes decorações ao longo do tempo. Quando o Museu foi aberto ao público, em 1895, havia uma única tela no Salão Nobre: “Independência ou morte!” (1888) do paraibano Pedro Américo. Ela foi criada, especialmente, para o Salão Nobre que foi projetado para recebê-la.
A escadaria propriamente dita representa o Rio Tietê, que foi o ponto de partida dos Bandeirantes rumo ao interior do país. No corrimão há ânforas de cristal com águas dos rios desbravados pelos paulistas entre os séculos XVI e XVIII, como por exemplo o Rio Paraná, Rio Paranapanema, Rio Uruguai e o Rio Amazonas.

Nas paredes do ambiente estão estátuas dos heróis bandeirantes, como Borba Gato e Anhanguera, com as regiões por onde eles passaram mais notoriamente, localizadas nos atuais estados do Rio Grande do Sul até o Amazonas.
No salão principal, há as duas maiores estátuas dos dois principais bandeirantes, Antônio Raposo Tavares e Fernão Dias. No centro está a representação de D. Pedro I como o herói da Independência. Junto às estátuas existem pinturas representando a participação paulista em diversos momentos da história brasileira, como o ciclo da caça ao índio, o ciclo do ouro e a conquista do amazonas.


Acima existem nomes de cidades e seus respectivos fundadores paulistas pelo Brasil, como Brás Cubas e Santos. O teto possui um conjunto de telas dos artífices da Independência, constitui uma série de telas que retratam personalidades diretamente envolvidas com a independência do Brasil. As dez telas que integram o conjunto estão dispostas na parte superior do chamado Eixo Monumental do Museu Paulista, e foram pintadas por Domenico Failutti.
Colonizadores: Heróis ou destruidores?
Há materiais no Museu que apresentam interpretações que debatem as obras de arte ali presentes. Por verem os colonizadores como heróis, as obras do Museu são muito questionadas e os materiais disponíveis, atualmente, permitem que o Museu ouça a sociedade e compartilhe com o público, outras perspectivas sobre sua coleção e sobre o passado brasileiro.
A reforma
Sobre a reforma, você pode assistir aos seguintes vídeos:
Neste link você tem acesso à linha do tempo do Museu.
Exposições de longa duração
Retirei do site do museu as explicações abaixo sobre as exposições de longa duração.
Para entender o Museu
Nesta exposição, abordam-se dois temas principais: a construção do Edifício-Monumento e as transformações do acervo no decorrer de sua história.
Quando foi criado, o Museu tinha coleções variadas de botânica, zoologia, etnologia, mineralogia. Ao longo dos anos, esses acervos foram sendo transferidos para outras instituições. Parte da coleção de arte também foi cedida para a Pinacoteca do Estado de São Paulo.
O objetivo dessas transformações era fazer do Ipiranga um museu especializado em história. Além de todas essas mudanças, você poderá conhecer ainda a maquete que mostra como o edifício foi originalmente concebido. E, por meio de uma experiência imersiva, vai descobrir ainda o que é cultura material e como os pesquisadores estudam as sociedades por meio de objetos e imagens.
Uma história do Brasil
Para visitar esta exposição é necessário percorrer três espaços diferentes do Museu: Saguão, Escadaria e Salão Nobre. Esses ambientes foram decorados com esculturas e pinturas que apresentam uma versão da formação do Brasil. As obras representam bandeirantes e personagens do início da colonização portuguesa, além de personagens e eventos ligados à Independência. Também estão expostos os vasos com águas dos rios do Brasil e a pintura “Independência ou morte!”, de Pedro Américo.
Essa área do Museu é tombada por órgãos de preservação do patrimônio, o que significa que deve manter suas características originais. Por esse motivo, a sala permanece com a mesma apresentação da época na qual as últimas pinturas foram instaladas, na década de 1960.
Passados imaginados
Nesta exposição, é possível conhecer pinturas que representam cenas e personagens do passado brasileiro. São imagens bastante conhecidas e é provável que você já tenha visto alguma delas em livros escolares ou outros objetos do dia a dia.
Muito discutidas atualmente, essas representações foram feitas a partir de visões elitistas, que desvalorizavam a presença dos indígenas e negros no passado brasileiro. Aqui você também encontrará uma maquete e pinturas que representam a cidade de São Paulo há cerca de 150 anos.
Territórios em disputa
Esta exposição trata da formação do território brasileiro e dos conflitos entre portugueses, indígenas, espanhóis, franceses e holandeses, durante o processo de colonização.
Aqui você encontra mapas, instrumentos utilizados para navegação e objetos de pedra que foram utilizados nesse processo de ocupação e divisão territorial.
Esses objetos e imagens deixam claras a invasão de territórios, a destruição de aldeias, as mortes e a escravização de populações indígenas. Diversos vídeos ilustram a exposição, trazendo diferentes pontos de vista sobre a colonização.
Mundos do trabalho
Apresenta a atuação de trabalhadores em diferentes atividades e períodos da história do Brasil. Aqui, você encontrará imagens de registro do trabalho, instrumentos utilizados em construções públicas, como rodovias e ferrovias. Também são expostas ferramentas e outros objetos ligados ao trabalho no campo. A exposição busca mostrar que todo trabalho envolve planejamento, técnica e criação, empregando esforços físicos e intelectuais.
Casas e coisas
Essa exposição trata do espaço doméstico como lugar de formação do nosso modo de ser. Apresenta objetos de trabalho e decoração de diferentes residências paulistas nos últimos 150 anos, como louças, utensílios de cozinha e objetos de escritório. A partir deles, somos convidados a refletir sobre seus usos, ornamentos e materiais. Ao observar como os objetos se relacionam entre si e com as pessoas que os utilizam, podemos entender como ajudaram na construção de identidades individuais e sociais baseadas em diferenças de gênero.
A cidade vista de cima
Nesta exposição você encontrará fotografias aéreas do bairro do Ipiranga, que apresentam a região do entorno do Museu, em diferentes momentos de sua história. Essas imagens foram capturadas a partir de diferentes pontos, como o alto do Edifício-Monumento, aviões e drones. Você também poderá visitar o mirante, um espaço destinado à observação dessa paisagem nos dias atuais.
Catalogar: Moedas e medalhas
Apresenta a segunda etapa do ciclo curatorial: catalogar. Você vai descobrir como os objetos são descritos e documentados a partir da tradicional coleção de moedas e medalhas, que tem formas muito estabelecidas de identificação e descrição de seus materiais e suas simbologias.
Conservar: Brinquedos
Mostra como se dá o trabalho de conservar uma coleção. São centenas de objetos de brincar de casinha ao lado de carrinhos, espaçonaves e foguetes. Aqui é possível mostrar o trabalho de conservação desde a avaliação na entrada do item na coleção, as atividades de higienização e restauração, os modos de embalar e a guarda nas reservas técnicas.
Comunicar: Louças
A última etapa do ciclo curatorial é a comunicação. A partir das nossas coleções de louça, será possível mostrar como se produz uma exposição, um processo bem diferente da prática de simplesmente expor os objetos. A exposição está relacionada à seleção, criação e interpretação, ou seja, um processo de conhecimento que está longe de ser neutro ou de atestar uma verdade.
Coletar: Imagens e objetos
Há quatro mostras dedicadas a apresentar o trabalho dos profissionais de diferentes áreas de atuação no Museu. Essas ações são chamadas de ciclo curatorial. Nesta exposição, explora-se a primeira etapa do ciclo: coletar. Amostras de nossas coleções são utilizadas para explicar as mudanças nas políticas de coleta de documentos, que levaram, tanto a uma ampliação da cadeia de segmentos sociais representados, quanto a uma variedade de materiais e técnicas.
Um pouco da história do Brasil
O museu tem exposição sobre a história do Brasil, com alguns vídeos bem interessantes. O conteúdo abaixo foi retirado dos vídeos disponíveis nas exposições.
As vilas e seus territórios
As vilas eram uma forma de organização e divisão do território nos séculos 16 e 17. Eram criadas por meio de Forais, documentos concedidos pela Coroa portuguesa.
O primeiro passo para a criação de uma vila, era a instalação de uma Câmara, formada por juízes, vereadores, procurador e o almotacel, que era um fiscal de pesos e medidas.
A Câmara possuía autonomia para criar leis e fazê-las cumprir e regulava impostos e multas, distribuindo terras dentro de área urbana. Depois, instalavam um pelourinho no centro da vila.
O pelourinho era símbolo da autoridade e da condição de vila, considerado um espaço de justiça. Nele se afixavam leis e se faziam proclamações e castigos públicos, por isso, tornou-se um símbolo de violência praticada contra escravizados e infratores.
O território da vila era delimitado a partir do pelourinho: 9 km para a área urbana e pelo menos 36 quilômetros para a área total. Por causa dessa delimitação, algumas divisas acabavam se sobrepondo sobre outras, gerando muitos conflitos.
O que é uma sesmaria?
Eram terras concedidas ou arrendadas por colonos que tivessem condições de cultivá-las, se não o fizessem, poderiam perdê-las.
Mapas: divisão do território em capitanias hereditárias
As capitanias hereditárias foram doações feitas pelo rei português D. João III a alguns nobres em 1534. Essas capitanias eram faixas de terra que deveriam ser ocupadas pelos portugueses, por meio de alianças ou guerras com as populações indígenas, a quem as terras pertenciam.
O primeiro mapa das capitanias hereditárias é de autoria do cartógrafo português Luís Teixeira e representa o Brasil em 1586, 52 anos após a criação das capitanias hereditárias.
Naquele momento, a maioria das capitanias havia mudado de dono. Ao norte, várias capitanias foram fundidas e pertenciam a um mesmo donatário. O mapa de Luís Teixeira contém algumas distorções. A Linha de Tordesilhas ao sul, por exemplo, inclui o atual Uruguai e Buenos Aires, a costa do Brasil está deformada, e algumas linhas divisórias estão em posição equivocada.
Em 1854, o historiador brasileiro Francisco Adolfo de Varnhagen fez uma primeira revisão do mapa das capitanias hereditárias. Ele pesquisou os originais das cartas de doação das capitanias, determinando assim, todos os pontos limites das capitanias na costa brasileira, corrigindo os erros de Luís Teixeira, traçando as linhas que faltavam ao norte e ao sul. O traçado do mapa elaborado por Varnhagen é a representação mais conhecida das capitanias hereditárias, difundidas em livros didáticos no Brasil e em Portugal, por mais de 150 anos.
Em 2013, uma nova pesquisa foi feita pelo professor da USP, Jorge Pimentel Cintra, que propôs importantes mudanças. Ao norte, as linhas que limitam as capitanias, correm verticais, segundo meridianos, e não paralelos. Ao sul, há duas linhas que correm para noroeste, nos limites do lote um da capitania de São Vicente, com suas confrontantes ao norte e ao sul.
Após mais de 150 anos, os livros escolares estão adotando este novo mapa.
Sobre o educativo do Museu Paulista (Museu do Ipiranga)
Um museu se comunica de muitas maneiras com seus diferentes públicos. A mais conhecida é a exposição, mas os acervos e as pesquisas também são comunicados por meio de artigos, livros, vídeos, publicações nas redes sociais, cursos e também pelas ações educativas.
No Museu do Ipiranga, educação e comunicação não são a mesma coisa, mas estão fortemente relacionadas. A comunicação está ancorada na divulgação de algo, já a educação é um processo de construção compartilhada do conhecimento.
Nossas ações educativas, oferecem experiências significativas para os visitantes, respeitando suas diferenças. Mas além das visitas orientadas, o educativo participa da elaboração das exposições, produz materiais pedagógicos, propõe pesquisas de público e desenvolve estratégias de mediação.
O ponto de partida são as coleções e o conhecimento produzido a partir delas. Entendemos que a materialidade e tudo que a envolve deve ser explorada, pedagogicamente, e mobilizada no processo de pensar a sociedade que a produziu e o Museu que a guardou.
Para favorecer essa experiência, uma coleção didática foi formada e está disponível para o toque. Além de estimular a observação, tocar o objeto garante o acesso de pessoas com deficiência.


Por fim, além de fazer com que os conteúdos produzidos pelo Museu sejam compartilhados e acessíveis, buscamos abrir canais de participação como rodas de conversa e escutas, para aproximar, ainda mais, a instituição da sociedade.
Mais informação sobre o educativo do Museu, clique aqui.
Sobre as pesquisas para as exposições
Quando pensamos nos museus, a primeira coisa que nos vem à cabeça são as exposições. Para falar de exposição, precisamos falar de pesquisas, pois é estudando as suas coleções que um museu produz conhecimento.
Deixarei este vídeo explicativo do próprio acervo do Museu, falando sobre as pesquisas feitas sobre louças nacionais.
Um vídeo destaque
Este vídeo fica logo no hall do Museu, após subir a escada rolante. As falas dessas mulheres me marcaram. Quis deixá-lo completo aqui para você também poder beber, diretamente, da fonte.
A grande influência de Taunay na história do Museu Paulista
O Museu Paulista conta episódios da proclamação da Independência que, muitas vezes, se mistura com a história de São Paulo. Como pudemos ver, Taunay influenciou até as pinturas produzidas que, somente eram aprovadas, quando ficavam do jeito que ele queria.
É importante frisar que Taunay não era paulista. Ele nasceu em Santa Catarina. Nunca foi paulista, no entanto, viveu e faleceu na cidade de São Paulo.
Alguns pesquisadores atuais identificaram esses artíficios de Taunay e lamentam pelo Museu Paulista ser tombado e não poderem alterar o que está na escadaria, Salão Nobre, Saguão e no hall do Museu. Todas as obras de artes, foram devidamente colocadas a fim de misturar a história do Brasil com a própria história da cidade de São Paulo, ou seja, a história de São Paulo é a própria história do Brasil, afinal, essa era a visão de Taunay e de muitos paulistas da época.
Obviamente que discordo dessa mistura, porque não se pode confundir a história de uma cidade que começou “sem importância alguma” e que, em poucos anos, se transformou na cidade mais importante de um país e, atualmente, uma das mais importantes do mundo, com a história do restante do país. Mas não posso negar que Taunay foi muito ardiloso e conseguiu fazer tudo como ele queria, deixando sua forte influência até hoje. Somente quem tem conhecimento da verdadeira história, que são poucos, saberão separar as histórias e identificar toda a trama.
Mesmo que os pesquisadores atuais se esforcem, o que está feito, está feito. As obras estão devidamente colocadas e não há nada que se possa fazer: a história do Brasil e a de São Paulo, ali dentro, são uma só.
Ao glorificar os bandeirantes como personagens relevantes na definição do território e das fronteiras, Taunay definiu o papel de São Paulo na formação do Brasil.
Taunay dirigiu o Museu do Ipiranga e o Museu Republicano Convenção de Itu até 1945. Nesse tempo, foi professor da então chamada Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP e publicou os 11 volumes de História geral das bandeiras paulistas, entre 1924 e 1950. Também escreveu três dicionários, incorporando verbetes de medicina, química, física, biologia e astronomia.
Parque da Independência
Em 1907, o paisagista Arsênio Puttemans inicia o ajardinamento da área frontal do prédio, optando por um estilo geométrico e sem rebuscamento, inspirado nos jardins barrocos franceses, como os do Palácio de Versailles.

Na década de 20, o paisagista alemão Reynaldo Dierberger, desenhou os jardins ao redor do Museu. No ano de 1922, para comemorar o Centenário da Independência, os jardins foram ampliados.

A Casa do Grito
A Casa do Grito, construída originalmente em pau a pique, é hoje uma das referências da Proclamação da Independência.
Minha visita ao Museu Paulista
Estive no Museu há muitos anos e não me lembro como foi a visita, só sei que gostei. Depois da reforma, voltei e achei tudo sensacional. O Museu é enorme, tem muitas obras interessantes, o acervo é imenso é importantíssimo, o local está muito bem estruturado, tudo é muito explicado e de fácil entendimento e os materiais digitais não encobrem nada.

Inclusive, falam sobre a questão referente à perspicácia de Taunay. No entanto, a maneira como foi abordada fez com que, em vez de pensar que ele agiu de forma intencional, tive a impressão de que os paulistas foram os protagonistas mais relevantes no contexto da Independência, o que me leva a suspeitar que talvez muitas pessoas tenham compartilhado dessa mesma percepção.
Sinceramente, achei que a contribuição dos paulistas foi realmente notável! No entanto, agora compreendemos que a situação não foi tão simples e que figuras de outras regiões do país também desempenharam papéis importantes, mas…
O jardim está mais lindo que nunca, o Memorial da Independência com os restos mortais da família real estava fechado e não pude ver. Na verdade, quase não terminei de olhar o Museu inteiro de tanta coisa! Fiquei umas 5 horas lá dentro e ainda faltou ver uma exposição temporária no subsolo, me disseram que havia uma carruagem, mas quando decidi ir olhar, já havia fechado.

A Casa do Grito estava fechada, mas o segurança falou que os objetos que tinham lá, estão todos dentro do Museu. Não tem mais nada dentro da Casa do Grito. Mas quando eu voltar lá, verei a casa do Grito e o Memorial da Independência com os restos do imperador, aí volto para atualizar este post.
O Museu também conta a história do bairro do Ipiranga que ficou muito conhecido como o bairro do grito. Até hoje quando se fala Ipiranga, se lembra da Independência do Brasil.
A única coisa que não gostei foi a falta de sinalização na entrada. Fiquei rodando, ao redor do Museu, procurando a entrada, mas a entrada era no subsolo. Não tinha ninguém para informar nada lá encima e tive que ir na porta que estava escrito “Saída”, para perguntar onde era a entrada.
Um Museu daquele tamanho e importância, poderia ter uma placa mostrando onde é a entrada!

Lá no Museu ficou muito marcado o cheiro do jasmim na exposição Casas e Coisas. Eu fiquei lá cheirando o potinho com cheiro de jasmim e intercalando com o potinho com cheiro de rosas. Amei tanto o cheiro que decidi ter um perfume de jasmim!!!
Recomendo ir com calma e cedo porque o Museu do Ipiranga tem muita coisa para ver, é imenso e se você prestar bastante atenção em tudo, levará em torno de umas 5-6 horas lá dentro.
Também recomendo já tirar as fotos na área externa antes de entrar, porque talvez quando sair, o sol já terá ido embora.

Vá com muita paciência para fotografar na escadaria. Não há ninguém controlando, não há filas, até porque é impossível, já que há apenas uma escadaria para subir e descer, e a todo momento pessoas estão subindo ou descendo. Portanto, tirar uma foto apenas com você e a escadaria é inviável! No entanto, depois você pode resolver isso usando algum software de edição para remover as pessoas da foto.
Como chegar ao Museu do Ipiranga
A estação de metrô mais próxima é Alto do Ipiranga da linha 2 (verde) do metrô, mas tem que andar uns 30 minutos.
O Museu do Ipiranga está localizado na:
Rua dos Patriotas, 100 – Ipiranga – São Paulo/SP
CEP 04207-030

Para informações sobre ingressos, horários de funcionamento, como chegar, normas para visitação, acesse a página oficial.
O Museu do Ipiranga tem redes sociais:
- Instagram;
- Facebook;
- Twitter;
- LinkedIN;
- Canal no YouTube.




Referências
- Gizmodo – Como o Museu do Ipiranga retratava a independência no início do Século 20;
- Museu do Ipiranga – Site oficial;
- Wikipedia – Museu do Ipiranga.
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